Tudo bem que Steve Jobs, da Apple, se vista sempre de jeans e camisa preta de gola alta; e Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, tenha como “uniforme” jeans baggy e blusão de moletom com capuz. Afinal, eles são os donos de organizações poderosas e precisam transmitir ao mundo uma imagem flexível e inovadora. Sorte de seus funcionários se puderem se identificar com eles.

Na grande maioria das empresas, porém, impera o estilo mais sóbrio ao qual homens e mulheres precisam se adequar. Aqui, algumas regras práticas e um conselho básico: ponha em ação o bom senso na hora de se vestir.

  1. É preciso partir do princípio que toda empresa tem um dress-code, um código de vestir, ligado à cultura da organização — mais conservadora ou mais arrojada. Se a companhia tem uma política definida de vestuário, melhor. É só seguir. Caso contrário, observe (e copie) o modo de vestir de colegas e superiores.
  2. Adequar-se é fundamental. Facilita o diálogo no ambiente e sinaliza que a pessoa entendeu a filosofia da empresa e está à altura de representá-la.
  3. Looks com peças adequadas e de boa qualidade são uma poderosa  ferramenta de trabalho que categoriza o profissional e transmite uma mensagem de seriedade, credibilidade e competência.
  4. Para os homens, o terno pode ser a escolha ideal. Mas nem sempre é a regra. Empresas mais liberais, tidas como “contemporâneas”, que lidam com tecnologia ou criatividade, podem dispensar a gravata ou trocar o paletó por um blazer. Novamente, é uma questão de adequar-se.
  5. Se a política da empresa exige o terno, não saia do tom. Fique com o marinho, o preto e o cinza. Guarde as cores para a gravata, dando preferência às listras regimental. Quanto ao tecido, prefira a lã fria, perfeita para o nosso inverno tropical.
  6. Para as mulheres, o look alfaiataria feito de modelos com bom corte, bons tecidos, compõe com elegância. Entre todos se sobressai o terninho ou tailleur (de calça ou de saia) coordenado a blusas, camisas e acessórios que fazem a diferença, acrescentam personalidade e permitem fugir um pouco do visual clássico – as empresas apreciam a modernidade.
  7. Todos os excessos são desaconselhados: decotes ousados, fendas e transparências, roupas muito justas ou muito curtas, cabelos muito volumosos, maquiagens pesadas, unhas muito compridas e pintadas com cores e desenhos, acessórios chamativos, enfim, tudo o que pode ser mal interpretado e/ou dispersar a atenção dos colegas.
  8. Cuidado com o casual Friday. A idéia é apenas de descontração e não de desleixo. Para os homens, um bom look para o casual Friday é calça de alfaiataria ou jeans (preto ou azul escuro, sem lavagens nem detalhes extravagantes), camisa, cárdigã ou suéter, blazer ou jaqueta reta, com zíper frontal (opcional); pode-se substituir o blanos pés, sapatênis ou mocassinos. Com relação às camisas (de mangas curtas ou compridas), fuja das estampas, em especial as com flores havaianas. São proibidos: camisetas com estampa, logomarca ou mensagens, bermudas, moletons, sandálias, tênis e tudo o que dê a impressão de que você está de férias.
  9. Para as mulheres, vale o mesmo cuidado: o casual Friday não pode ser confundido com momentos de lazer. Nada de minissaia, shorts, blusas que deixam a barriga de fora, sandálias tipo rasteirinhas. Alças, brilhos, decotes e estampas muito coloridas também devem ser evitados.  Não se pode perder de vista que a sexta-feira é um dia de trabalho. Bermudas clássicas e calças tipo capri são bem aceitas.
  10. Para finalizar, lembre-se sempre que um visual correto ajuda a criar uma imagem de competência, impulsiona a carreira e, o melhor, pode influir até na remuneração.

Se você quer ser uma pessoa de sucesso, tenha a aparência de uma pessoa de sucesso!